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quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Os melhores lugares para visitar em João Pessoa, e, na Paraíba

Conheça e surpreenda-se com os lugares maravilhosos que João Pessoa e a Paraíba têm, e que contribuem para uma boa qualidade de vida.


Depois de fazer alguns passeios pela cidade de João Pessoa, e, um pouco por toda a Paraíba, fiz um um resumo das publicações que escrevi sobre esses lugares.


O motivos porque cada um desses lugares merece uma visita são diversos, ou, por todos os motivos simultâneamente. O lugar pode ser interessante apenas para tirar algumas fotos, conhecer o estilo de vida das populações locais, sentir o frio, visitar o património histórico, fazer trilhas em parques naturais, entre outros.


Para ver a descrição completa dos passeios, incluindo muitas fotografias e mapas, é só clicar no link no final de cada resumo para entrar na página correspondente.



Areia, uma cidade tropical de clima frio

Quem gosta de história, clima frio, natureza, e... cachaça, pode encontrar tudo isso na cidade de Areia, uma Cidade Histórica, que faz parte do patrimônio histórico do Brasil. Teve a sua origem no século XVII mas só se tornou cidade em 18 de maio de 1846. Fica localizada na microrregião do Brejo Paraibano, no topo de uma serra de 623 m de altitude. A distância entre a cidade de Areia e João Pessoa, a capital do estado da Paraíba, é de cerca de 125 km.
Para ler a publicação completa sobre Areia, clique AQUI.



Bananeiras, cidade de montanha do estado da Paraíba
O clima de montanha, a natureza exuberante, as bonitas paisagens naturais, a arquitetura, o casario colorido e a feira de rua, são alguns dos atrativos que se podem encontrar na tranquila e bonita cidade de Bananeiras.

Bananeiras fica localizada na Serra da Borborema a 526 metros de altitude, na região do Brejo paraibano. O seu clima é úmido. A temperatura média no verão (setembro a abril) é de 28°C, e, de 10 °C no inverno (de maio a agosto).



Barra do Rio Mamanguape

A Barra do Rio Mamanguape é uma Área de Proteção Ambiental localizada no litoral norte do estado da Paraíba. Fica a cerca de 80 km de João Pessoa, dos quais os últimos 30 são em estrada de barro pelo meio de intermináveis plantações de cana-de-açúcar.

Depois de sair de João Pessoa, indo pela BR101, no sentido norte como quem vai para Natal (capital do Rio Grande do Norte), 50 km após o início da viagem, virar à direita e seguir sempre em frente durante 35 km. Existe uma grande placa a indicar.

Para ler a publicação completa sobre Barra do Rio Mamanguape, clique AQUI.



Lucena - um lugar preservado

Ainda existem lugares preservados e pouco explorados no litoral do estado da Paraíba. Lucena oferece aos seus visitantes, entre outras coisas, praias desertas, rios de águas limpas, mangues, Mata Atlântica, fauna e flora diversificadas, e, paisagens muito bonitas.

Além dos atrativos naturais, também é possível acompanhar as atividades humanas como a pesca artesanal, a apanha do caranguejo no mangue e visitar o rico patrimônio histórico.

Para ler a publicação completa sobre Lucena, clique AQUI.



Parque da Lagoa Sólon de Lucena

É um dos espaços mais bonitos, e, um dos maiores símbolos da cidade, capital do estado brasileiro da Paraíba, características que fazem dele um reconhecido cartão postal. O parque é uma das três maiores áreas verdes da zona central da cidade, juntamente com o Parque Arruda Câmara e a Praça da Independência, que ficam a pouca distância.

É também uma das referências históricas, urbanísticas e culturais de João Pessoa, motivo pelo qual desde 1980 é um património da cidade protegido por lei.

Para ler a publicação completa sobre o Parque da Lagoa Sólon de Lucena, clique AQUI.



Parque Natural Pedra da Boca
Parque Ecológico da Pedra da Boca/PB, fica situado no estado brasileiro da Paraíba, no município de Araruna, a cerca de 140 km de João Pessoa, capital daquele estado; e fica a 120 km de Natal, capital do estado de Rio Grande do Norte, fazendo divisa com este. O parque tem forte vocação para o turismo esportivo, de aventura e ecológico.



Parque Natural Pico do Jabre
O Pico do Jabre, com os seus 1.197 metros de altitude, é o ponto mais alto do estado brasileiro da Paraíba. É um parque estadual criado em 2002 e faz parte de uma cadeia de montanhas denominada Serra do Teixeira, Fica localizado no município de Teixeira.

Em pleno sertão, a região onde fica localizado o Pico do Jabre é caracterizada por ser rica em flora e fauna e com bastantes endemismos (espécies animais e vegetais que só se encontram aqui e em mais nenhuma outra parte do mundo).

O clima é semi-árido, com poucas chuvas, daí o nome sertão, que teve a sua origem na palavra desertão, atribuída pelo primeiros colonizadores ao sentirem a diferença climática quando se afastavam do litoral.

Para ler a publicação completa sobre o Parque Natural Pico do Jabre, clique AQUI.



Pilar
Pilar é um município do estado da Paraíba (Brasil). Localizado na microrregião de Sapé, já foi habitado pelos índios Cariris e Coremas. É a terra natal do escritor José Lins do Rêgo e da cantadora de Cocos e Cirandas Odete de Pilar.

Fica a 55 km da capital João Pessoa.

Para ler a publicação completa sobre Pilar, clique AQUI.



São Miguel de Taipu
A cidade de São Miguel de Taipu foi fundada em 22 de dezembro de 1961. Fica localizada a 55 km da capital João Pessoa, na Região da Mata do estado da Paraíba. Ainda pouco visitada pelo turismo, é uma cidade bonita e tranquila. É banha pelo rio Paraíba, o maior rio do estado.

Por ser uma região essencialmente agrícola, por toda a volta se podem ver plantações de abacaxi, cana-de-açúcar e gado nas pastagens. Nas zonas limítrofes da cidade podemos encontrar várias casas de taipa.

Para ler a publicação completa sobre São Miguel de Taipu, clique AQUI.



Tabatinga

A praia de Tabatinga fica no litoral sul do estado da Paraíba, a cerca de 35 km da cidade de João Pessoa. Saindo de João Pessoa, toma-se a BR 101, no sentido de Recife. Entra-se na estrada que dá acesso à cidade do Conde, e anda-se 22 km no sentido da praia. Tabatinga é a terceira praia a contar no sentido norte/sul, por esta ordem: praia de Jacumã, Carapibus e Tabatinga.
Para ler a publicação completa sobre Tabatinga, clique AQUI.







domingo, 28 de agosto de 2016

Passeio a Lucena, no litoral norte da Paraíba

Município de Lucena - um lugar preservado.


Bandeira de Lucena
Ainda existem lugares preservados e pouco explorados no litoral do estado da Paraíba. Lucena oferece aos seus visitantes, entre outras coisas, praias desertas, rios de águas limpas, mangues, Mata Atlântica, fauna e flora diversificadas, e, paisagens muito bonitas.

Além dos atrativos naturais, também é possível acompanhar as atividades humanas como a pesca artesanal, a apanha do caranguejo no mangue e visitar o rico patrimônio histórico.

As paisagens naturais, principalmente ao norte do município, são muito bonitas e seduzem facilmente os visitantes. A vista de cima das falésias, da foto abaixo, ficam na foz dos rios Camaçari e Miriri.

Rio Camaçari e praia do Bonsucesso - Lucena - Paraíba
Fonte: Governo da Paraíba: https://www.youtube.com/watch?v=p1RsKpeZ8ok






















Resumo do passeio
Onde: município de Lucena, no litoral norte da Paraíba.
O que iremos encontrar: viagem de balsa, tranquilidade, lugares preservados e pouco explorados, mar de águas quentes, praias intermináveis, vistas panorâmicas, trilhas ecológicas, passeios de charrete, passeios de barco, piscinas de corais, patrimônio histórico, artesanato, culinária, fauna e flora diversificadas, rios de águas límpidas, pesca artesanal, imensos coqueirais, ar puro, etc.
Distância de João Pessoa: de 33,9 km a 54,7 km, dependendo do percurso.
Tempo de viagem: de 1h 12 min a 48 min, respectivamente, conforme o percurso.
Duração do passeio: um dia, das 07:00  horas às 16:00 horas, mas o ideal seriam dois ou três dias.
Onde comer: em um dos restaurantes na praia ou na cidade.
Onde dormir: em uma das várias pousadas e hotéis existentes.


Localização
O município de Lucena, que também dá o nome à cidade, fica localizado no litoral norte do estado da Paraíba, a cerca de 39 km ao norte de João Pessoa, a capital do estado. Faz faz parte da Região Metropolitana de João Pessoa. Ver mapa abaixo.


Lucena - um pouco de história
Os exploradores portugueses iniciaram a conquista destas terras aos índios potiguares, os quais ofereceram forte resistência, a partir de 1596, quando o governador da capitania doou terras aos frades beneditinos.


A povoação foi elevada à categoria de município em 22 de dezembro de 1961. Lucena deve o seu nome a um antigo morador que transportava passageiros entre as duas margens do estuário do rio Paraíba.

Tem uma população de cerca de 12.800 habitantes, que se distribuem pelos seus 88,549 km² de área. No carnaval a população quase triplica com a vinda de foliões das cidades vizinhas.


Economia
A população do município vive principalmente dos serviços, indústria, comércio, agropecuária, turismo e pesca artesanal.

A produção de cocos é uma das mais importantes do Brasil, e do mundo, com os seus coqueirais a perder de vista. Esta floresta tem mais de 320 mil coqueiros, todos numerados. Uma fábrica produz no município vários produtos derivados do coco, tais como, água de coco, leite de coco e coco ralado.

Coqueiral em Lucena, um dos maiores do Brasil
Fonte: Não foi possível identificar o autor
A pesca artesanal tem um papel sócio-econômico muito importante, pois envolve parte da população costeira que tira do mar o seu sustento e dinheiro com o resultado da venda do pescado.

Lucena tem pouca infraestrutura hoteleira, mas nem por isso deixa de receber turistas.

Os habitantes da vizinha João Pessoa são visitantes assíduos, pois aproveitam os fins de semana para viajarem para Lucena, e onde muitos deles têm casa de praia.


Como chegar
Há duas possibilidade para ir de João Pessoa a Lucena: por estrada ou por via fluvial.
1- Por estrada: apanha-se a BR-101, no sentido norte (para Natal); no quilometro 8xxx vira-se à direita e pega-se a estrada estadual PB-025. Seguindo sempre em frente, por cerca de 28 km, chega-se à cidade de Lucena.

2- Por via fluvial: apanha-se a estrada federal BR-230, no sentido norte, como se fosse para a cidade de Cabedelo. Em Cabedelo, cidade vizinha de Lucena, apanha-se a balsa (ou ferry boat) que transporta pessoas e veículos. A balsa faz a travessia do rio Paraíba para o município de Lucena em 30 minutos. Chegando à outra margem, segue-se sempre em frente por cerca de 9,5 km até chegar à cidade de Lucena.

Mapa dos trajetos entre João Pessoa e a cidade de Lucena

O início do passeio
A travessia de balsa, que sai de Cabedelo e chega a Costinha, uma das sete praias do município de Lucena, já faz parte do pacote de emoções que estão por vir. Apesar do trajeto fluvial ser mais demorado, (se bem que mais curto), a paisagem e as sensações experimentadas incluem-se no prazer do passeio. É uma oportunidade para tirar fotos das margens costeiras e da foz do rio Paraíba.

Durante a viagem de balsa podemos ver o barcônibus, um meio de transporte muito utilizado pela população para fazer o percurso entre as duas margens. O barcônibus é uma carcaça de um ônibus adaptada a um barco. Uma rara inspiração, talvez única em todo o mundo.

Deixando a balsa para trás, segue-se pela estrada que leva até à cidade de Lucena, a sede do município. Durante o percurso podemos apreciar os coqueirais que ladeiam a estrada de calçada. Do lado direito da estrada fica o mar, que nos acompanhará sempre até quase aos limites do município.

Balsa que faz a travessia do rio Paraíba          |   Barconibus que transporta apenas passageiros
Ambas as embarcações fazem a travessia do rio, de Cabedelo para Lucena




As praias
As praias tropicais do município têm no seu total 15 km de areal branco e ladeado de coqueiros. Todas as sete praias de Lucena são planas e sem obstáculos. Sã elas, no sentido sul/norte: Costinha, Fagundes, Gameleira, Ponta de Lucena, Lucena, Camaçari e Bonsucesso. As águas são boas para banhos e a sua temperatura durante todo o ano oscila entre os 23 Cº e os 28 Cº.

No entanto, a praia vai muito além das fronteiras terrestres do município, que termina na foz dos rios Camaçari e Miriri, e continua por mais 20 km, até chegar à Barra de Mamanguape.

Praia de Lucena - Paraíba

Os pescadores artesanais
A pesca artesanal ainda é exercida pela população de Lucena. Diariamente os pescadores partem para a pesca nas suas pequenas jangadas, preparam as redes de pesca e fazem o arrasto das redes todos os dias mal o sol nasce no horizonte.

Retirada das redes de pesca do mar ao nascer do sol - 06:30 horas
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 Pescadores remendando as redes de pesca
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Jangada e rede de pesca
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Foz dos rios Camaçari e Miriri e o seu encontro com o mar
Um dos lugares mais bonitos do município é o ponto onde se encontram o rio Camaçari, o rio Miriri e o oceano Atlântico.

Foz do rio Camaçari
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O rio Miriri é o limite norte do município que faz a divisa com o município de Rio Tinto. A foz do rio tem águas pouco profundas, o que permite atravessá-lo facilmente e continuar pela praia deserta por mais alguns quilômetros até à povoação de Campina, já no município de Rio Tinto.

Rio Miriri - próximo da foz
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O patrimônio histórico

Há dois monumentos que são referências no município de Lucena. A Igreja da Nossa Senhora da Guia e a Igreja do Bonsucesso.


A Igreja da Nossa Senhora da Guia fica localizada a 9 km da cidade, no cume de um monte. Foi construída em pelos frades Carmelitas em 1591. Pela sua localização estratégica, tem uma visão completa sobre a foz do rio Paraíba, o que era uma vantagem muito importante contra possíveis invasores. O seu estilo arquitetônico, barroco tropical, é caracterizado pelas formas de frutos tropicais esculpidas na pedra.

Igreja de Nossa Senhora da Guia

A "Festa da Guia", realizada todos os anos no dia 8 de dezembro, é um evento religioso e profano, em que toda a comunidade participa. Em "Os Romeiros da Guia", um filme realizado em 1962 pelo Instituto Nacional de Cinema Educativo, é possível constatar claramente como o religioso e o profano se integram.

Clique na imagem e assista ao filme "Os Romeiros da Guia"
Fonte: Instituto Nacional de Cinema Educativo


A Igreja do Bonsucesso, outra atração do patrimônio do município, foi construída em 1789 pela Ordem dos Carmelitas, no estilo barroco tropical. Apesar de abandonada, a igreja, ainda é um lugar de peregrinação para a população local.

Fica localizada em frente à praia do Bonsucesso, e próxima dos rios Camaçari e Miriri. O acesso é feito por uma trilha de Mata Atlântica. O que mais chama a atenção, é uma parte das ruínas da igreja serem suportadas por uma gigantesca gameleira.


sábado, 27 de agosto de 2016

Mapas de João Pessoa e da Paraíba

Mapa turístico do estado da Paraíba
Clique em cima do mapa para ampliar
Mapa turístico da Paraíba
Fonte/Créditos: http://www.solocar.com.br/interior-nordestino
























Mapa turístico da cidade de João Pessoa
Clique em cima do mapa para ampliar
Mapa turístico de João Pessoa
Fonte/Créditos: Folheto de divulgação turística/Não foi possível descobrir o autor do mapa.






















segunda-feira, 27 de junho de 2016

Parque da Lagoa Sólon de Lucena, na cidade de João Pessoa

O Parque da Lagoa Sólon de Lucena, na cidade de João Pessoa, é mais conhecido por apenas, Lagoa

Lagoa da cidade João Pessoa, com as palmeiras
 imperiais em primeiro plano (06/2016)
É um dos espaços mais bonitos, e, um dos maiores símbolos da cidade, capital do estado brasileiro da Paraíba, características que fazem dele um reconhecido cartão postal. O parque é uma das três maiores áreas verdes da zona central da cidade, juntamente com o Parque Arruda Câmara e a Praça da Independência, que ficam a pouca distância.

É também uma das referências históricas, urbanísticas e culturais de João Pessoa, motivo pelo qual desde 1980 é um património da cidade protegido por lei.

Por ser um lugar central da cidade, neste espaço acontecem com frequência diversas actividades sociais e culturais.

O Parque da Lagoa é composto por uma área verde e uma lagoa no centro. A lagoa tem uma forma circular e é cercada por palmeiras imperiais. O espelho de água é rodeado de espaços verdes com grama, ipês, paus-brasil, acácias e outras árvores típicas da Mata Atlântica, que é a vegetação original de todo o litoral brasileiro. Todos os anos, entre os meses de setembro e novembro, os ipês florescem, e as suas copas frondosas ficam cobertas de lindas flores amarelas que,, ao caírem, cobrem o chão com um deslumbrante tapete de pétalas.


Para lá do anel de vegetação que rodeia toda a lagoa, já fora do parque, existem inúmeras lojas, restaurantes, shoppings, serviços e órgãos públicos que atraem diariamente a população. A pouca distância da Lagoa ainda se podem apreciar vários prédios de relevância histórica e cultural, alguns casarões antigos, igrejas e outros monumentos de interesse que são atractivos para quem visita a cidade. A sua centralidade faz da zona um local de intenso comércio. Ônibus de todos os bairros confluem para o local com um serviço ininterrupto.


Localização

O Parque da Lagoa fica no bairro Centro, a cerca de 6,5 km das praias e a 1,5 km do rio.
Vista aérea da Lagoa (2004)

Mapa parcial da cidade de João Pessoa. Destaque para o rio, a lagoa e as praias.

As origens
Até aos anos 20 do século XX o espaço era um ecossistema de terrenos alagadiços, composto de um pântano, diversa vegetação, uma lagoa formada pelas águas da chuva e diversos animais, dos quais se destacavam os irerês, uma espécie de marreco, ave aquática muito abundante naquela época na região e que escolhia este lugar para nidificar e alimentar. Em volta da lagoa existiam apenas propriedades rurais e algumas edificações afastadas. Durante a primeira metade do século XVIII o sitio da lagoa pertenceu aos jesuítas. Depois da sua expulsão, passou a ser propriedade de um comerciante português. No espaço também funcionou o "Engenho da Lagoa".

À medida que a cidade da Parahyba 1 (¹), actual João Pessoa, ía crescendo, a lagoa influenciava a sua expansão para leste, no sentido do mar, pois a oeste estava delimitada pelo rio Sanhauá, porque além de ser um obsctáculo natural, e por ser uma áreas de terrenos alagadiços e de águas paradas, eram um foco de possíveis epidemias. Só depois do saneamento gradual, durante os anos 20 e 30 do século XX, é que a população começou a ocupar essa área e a explorar o solo para fins agrícolas, mas que aos poucos foi dando lugar à cidade.
O Parque Sólon de Lucena nas décadas de 30 ou 40
Bando de irerês que ainda existiam na época

Em 1922, integradas num projecto mais amplo de criação de novos espaço públicos da então cidade da Parahyba, começaram as obras de saneamento, drenagem e paisagismo para transformar o pântano em um parque público de contemplação e de brincadeira para as crianças, segundo testemunhos. O lugar também passou a ser utilizado pelos militares para os seus treinos. Com as obras foi possível abrir espaço no matagal em redor para a construção de novos bairros, e, o consequente crescimento da cidade. Estas obras só foram concluídas no final da década de 30, do século XX. 

Um detalhe importante a destacra é que o projecto urbanístico e paisagístico do Parque Sólon de Lucena foi feito pelo famoso arquiteto e paisagista brasileiro Burle Marx,

Depois da inauguração (em 1939 ou 1940), outras obras, principalmente de manutenção, foram realizadas na Lagoa: em 1985, a recuperação e o reordenamento do espaço; em 2013, a recuperação das margens, novo calçamento e o desassoreamento do seu leito; e em 2016, em que foi realizada a maior intervenção arquitetónica e paisagística da sua quase centenária história.

Nota: (¹) João Pessoa teve vários nomes desde a sua fundação:
1585 (agosto) a 1585 (outubro) - Cidade Real de Nossa Senhora das Neves, ou apenas Cidade de Nossa Senhora das Neves. Nome dado pelos portugueses na fundação da cidade.
1585 (outubro) a 1634 - Cidade de Filipéia de Nossa Senhora das Neves. Nome dado pelos espanhóis em homenagem ao rei de Espanha.
1634 a 1654 - Frederikstad (em português, Cidade de Frederico ou Frederica). Nome dado pelos holandeses em homenagem ao rei holandês..
1654 a 1930 - Cidade da Parahyba. Nome dado pelos portugueses, inspirado no nome da capitania, que mais tarde deu o nome a todo o estado.
1930 até hoje - João Pessoa. Nome dado em homenagem ao político brasileiro.

Saiba mais sobre os nomes da cidade: A capital paraibana: Os seus nomes ao longo da história


Obras de 2016
Em 12 de Junho de 2016 o parque foi reinaugurado, depois de uma profunda intervenção arquitetónica e paisagística, a maior da sua história.. Os espaços verdes foram aumentados com mais plantas, e o transito, que antes circulava em um anel interno, entre a lagoa e os jardins, foi transferido para um anel externo ao parque. Com esta alteração o transito saiu de dentro do parque, passando a haver uma continuidade entre o espelho de água e o limite externo dos jardins, o que tornou o lugar muito mais bonito e agradável.
Pista para prática de esportes (06/2016)
Alé do desassoreamento do leito da lagoa, foi construido um túnel subterrâneo de 2 metros de diâmetro e 684 metros de comprimento que liga a lagoa aos dutos de drenagem já existentes na parte mais antiga da cidade de João Pessoa, que por sua vez despeja as águas no rio Sanhauá. Esta obra foi necessária para evitar o transbordo frequente das águas da lagoa na época das chuvas, e que tornavam a área envolvente à lagoa intransitável.

Foram criados novos espaços para promover os esportes e a cultura e a acessibilidade para deficientes foi melhorada. As grandes áreas gramadas são propícias para actividades ao ar livre como, a ginástica e o ioga. 

Playground para crianças com baloiços e caixas de areia, e para os mais velhos, parques com aparelhos de ginástica.

Mesas-tabuleiros para jogar xadrez e damas, várias praças com bancos de jardim à sombra de frondosas árvores, bicicletários, um deck, pedalinhos para passear na lagoa, WCs, posto de polícia.

Entre as inovações, incluem-se uma pista de cooper, bicicleta, patins e um parque radical e um paredão para fazer escalada.

O Parque da Lagoa, que já era um bom lugar para fazer caminhadas matinais e ao fim da tarde, ficou melhor e mais atractivo, atraindo centenas de pessoas para actividades fisicas.


Restaurante Cassino da Lagoa, um lugar histórico
(06/2016)
Tem uma pista em toda a volta do espelho de água, com um perímetro de 500 metros, excelente para andar de bicicleta e de patins ou skate.

Pista de cooper onde centenas de pessoas caminham durante todo o dia, mas principalmente de manhã e à tarde.

No centro da lagoa exite uma fonte luminosa iluminada com luzes multicoloridas e jatos de água. No Natal é instalada uma decoração especial que embeleza ainda mais o parque.

Foram instaladas novas escultura que se juntaram à já existente em homenagem a Ariano Suassuna e à sua obra Pedra do Reino.


As antigas barracas de comes e bebes deram lugar a modernos bares e restaurantes que dão apoio aos visitantes e às pessoas que durante o dia se deslocam ao centro da cidade para fazer compras nas dezenas de lojas que rodeiam o parque.

Um dos restaurantes mais tradicionais é o Cassino da Lagoa, um antigo casino transformado em restaurante.

Os nomes da lagoa ao longo do tempo
Até 1924 - Lagoa dos Irerês
De 1924 até 2016 - Parque Sólon de Lucena
Em 2016 - Parque da Lagoa Sólon de Lucena

Datas que marcaram a história da Lagoa
Até 1924 - Chamava-se "Lagoa dos Irerês" por causa dos irerês que frequentavam as suas águas. Ainda mantinha o ecossistema original composto de pântano, vegetação e diversos animais, de que se destacavam os marrecos irerês, ave aquática que aí se alimentava e nidificava. Existiam nas imediações da lagoa várias propriedades agrícolas, e foi durante um tempo parte de um sítio dos jesuítas franciscanos. No mesmo local funcionou um engenho, o "Engenho da Lagoa".
1924 - Passou a chamar-se, por decreto, Parque Sólon de Lucena, mas a população continuou a chamar de Lagoa.
1939 - Foi feito o calçamento dos anéis interno e externo, o saneamento das vias. O paisagismo foi projectado por Burle Marx. Durante esta obra foi instalada a fonte luminosa. Inauguração da obra.
1975 - 24 de agosto. Naufrágio no dia Dia do Soldado, aquando dos festejos dessa homenagem militar. 35 pessoas morreram afogadas quando a balsa em que estavam se afundou. A dimensão da tragédia marcou para sempre a história da cidade e do estado da Paraíba.
1980 - Foi tombado pelo IPHAEP - Instituto do Património Histórico e Artístico do Estado da Paraíba, logo, protegido por lei, por ser considerado um património histórico, urbanístico, e cultural
1985 - Obras de recuperação e reordenamento.
2013 - Obras de recuperação das margens e desassoreamento..
2016 - Grande intervenção arquitetónica e paisagística. Abertura de um túnel com 684 metros para drenagem da água da chuva que fazia a lagoa transbordar todos os anos durante a época das chuvas. Desassoreamento da lagoa. Foi a maior intervenção de sempre até esta data.


Curiosidades
Área: 150.000 m²
Profundidade: 3,50 m


Distâncias
Da Lagoa às praias : 6,5 km
Da Lagoa ao rio: 1,5 km


Fotos do Parque da Lagoa Sólon de Lucena

A Lagoa de João Pessoa (2012)







domingo, 31 de janeiro de 2016

Passeio a Bananeiras cidade de clima frio da Paraíba

Bananeiras, cidade de montanha do estado da Paraíba

O clima de montanha, a natureza exuberante, as bonitas paisagens naturais, a arquitetura, o casario colorido e a feira de rua, são alguns dos atrativos que se podem encontrar na tranquila e bonita cidade de Bananeiras.

Bananeiras fica localizada na Serra da Borborema a 526 metros de altitude, na região do Brejo paraibano. O seu clima é úmido. A temperatura média no verão (setembro a abril) é de 28°C, e, de 10 °C no inverno (de maio a agosto). Bananeiras possui clima mais ameno que a média das cidades da Paraíba. Faz parte do circuito turístico da Paraíba, denominado Caminhos do Frio.

O município de Bananeiras tem uma área de 258 Km quadrados e uma população de cerca de 22.000 habitantes. A base da economia é a agricultura, o comércio e o turismo. O turismo é também uma atividade em crescimento, tendo cada vez mais importância na economia local.
Vista da cidade de Bananeiras (foto de 2008)
Um pouco de história
Bananeiras era território dos índios Janduhys. O início da colonização destas terras começou durante a primeira metade do século XVII, mas só em 16 de outubro de 1879 o município foi fundado. A região foi primeiramente produtora de cana de açúcar e depois de café. Foi este último que proporcionou o aparecimento de uma aristocracia rural que construiu muitas casas antigas que ainda se podem observar por todo o município. O surgimento de uma praga que dizimou as plantações de café fez com que o município se voltasse de novo para o cultivo da cana de açúcar, fumo (tabaco), arroz, sisal e banana.

Melhores meses para ir
Junho, julho, agosto que é quando está mais frio, mas no resto do ano também é agradável porque tudo está muito verde.

Como chegar
O trajeto escolhido foi a BR-230, PB-073 e PB-105. Indo na BR-230, no quilômetro 70,5 entra-se à direita na PB-073, onde uma placa informa Sapé / Guarabira. Depois segue-se sempre em frente passando pelas cidades de Sobrado, Sapé, Mari, Guarabira e Pirpirituba. Depois de atravessar a cidade de Pirpirituba e seguindo sempre em frente por cerca de 8,5 Km vira à esquerda, onde uma placa informa Bananeiras / Solanea / Campina Grande. Entra na estrada PB-105 e segue-se sempre em frente por 14 Km.
Mapa do trajeto de João Pessoa à cidade de Bananeiras

Onde ficar
Existem vários hotéis e pousadas muito agradáveis e de preços variados. Por experiência pessoal, o Hotel Serra Golfe é um boa opção. É um hotel novo localizado no centro de Bananeiras. Por cima da recepção tem um terraço com vista sobre parte da cidade, onde é muito agradável ficar tomando um vinho e sentir o frio noturno.

Hotel Serra Golfe

Património arquitetónico
O patrimônio arquitetônico é rico e diverso. Edificações coloniais podem ser observadas na cidade e na região rural.

Casas coloniais - São várias as casas coloniais que se podem encontrar na cidade e na região rural.
Casa estilo colonial

Correios e Telégrafos - É um a construção de 1835. Foi um dos primeiros estabelecimentos do Nordeste brasileiro a empregar o serviço do “escravo carteiro”. Assim era chamado o negro cativo encarregado de conduzir os malotes postais para diversos lugares.

Igreja de Nossa Senhora do Livramento - Foi concluída em 1 de janeiro de 1861 e a sua construção durou em torno de 20 anos.
Igreja Nossa Senhora do Livramento

Colégio das Dorotéias (Carmelo) - Foi construído em 1917. Mantém as linhas arquitetônicas originais. Educou “a elite feminina” de boa parte da Paraíba e do Nordeste, até os meados da década de 1960.
Colégio das Dorotéias

O Túnel do Trem - Construído em 1922 permitiu que a estrada de ferro chegasse a Bananeiras. A antiga estação de trens foi transformada no Hotel Pousada da Estação. Não houve modificação arquitetônica externa. O telhado da plataforma guarda o estilo arquitetônico anglo-francês,

O Cruzeiro de Roma - Construído em 1899, situa-se a 507m de altura. Deste local é possível avistar até vários quilômetros em redor.

Cachoeira do Roncador - É um lençol d’água que desaba de uma altura de 45m, do rio Bananeiras que nasce na mata da UFPB de Bananeiras. angelins, sucupiras, pau d’arcos, sapucaias e pirauás. O local é adequado para caminhadas ecológicas e a prática de camping selvagem.

Energia elétrica - Foi instalada em 1919, graças a mini-hidrelétrica construída por José Amâncio Ramalho, no distrito de Boa Vista (Borborema). Amâncio aproveitou o potencial do Salto da Boa Vista, um desnível natural do rio Canafístula, para gerar a energia elétrica que abastecia Serraria, Borborema, Bananeiras, Vila do Moreno (atual cidade de Solânea) e Pilões. O nome da empresa era Codebro.

Artesanato
O município é rico nesta área. Artesãos locais são peritos na manipulação da madeira e bambu, a exemplo de Pedro e Santo Herculano. Antonio Fernandes é o mágico construtor de rabecas, guitarras e violões. palha da bananeira, na produção de bolsas, escarcelas, pastas, caixas, cadernetas para anotações e bandejas. Os doces caseiros (de frutas variadas) são famosos na região, assim como o crochê, fuxico e bordados.

Preservações ambientais
Matas nativas do Cumbre, da Bica e Boqueirão, onde existem árvores que já foram extintas em outros redutos da Mata Atlântica. Aqui, são comuns os “olhos d’água” perenes, de boa potabilidade e até mineral. No centro da Mata da Bica é formada a “Lagoa do Encanto”. Conta-se que no início do Século XIX, a lagoa teria engolido um carreiro, os bois e o carro. Moradores antigos falam das ruínas de um cemitério de escravos, nas proximidades.

Feiras de rua
As feiras de rua são verdadeiras atrações da região. Na de Bananeiras, às sextas, o ponto alto são as comidas típicas. Mas as mais famosas ocorrem nas proximidades da cidade: em Solânea, a 3 km, nas manhãs de sábado; e no distrito de Tabuleiro, a 12 km, nas manhãs de domingo (na última, experimente a famosa buchada de bode do Seu José).
Feira de rua

Engenhos
Dois engenhos tradicionais, Rainha e Cascavel, mostram aos turistas suas instalações e explicam sobre o processo de fabricação da cachaça. Como eles ficam na área rural da cidade, em vias sem sinalização, vale passar antes pela Casa do Turista, na Praça Epitácio Pessoa, para perguntar sobre o caminho - se preferir, o lugar oferece guias para acompanhar o passeio.

Gastronomia
O festival de gastronomia, no qual os restaurantes criam pratos usando ingredientes típicos da região como a cachaça, a tilápia e, claro, a banana.